terça-feira, 27 de agosto de 2019

Edimburgo: o ponto alto da minha viagem!

Eu sempre pesquiso muuuito sobre as cidades pra onde eu vou, e não foi diferente com Edimburgo. Eu conheço algumas pessoas que já tinham ido pra lá, então peguei dicas, perguntei ao tio Google o que fazer por lá, e a cidade já era atrativa pra mim desde as pesquisas.

Como eu falei no post anterior, eu estava em Cork, e pra ir pra Edimburgo precisaria pegar um avião. Quando pesquisei, a empresa que apareceu foi a Flybe, e eu não curti os aviões dela quando joguei no Google. Eram aqueles com a turbina de fora. Eu pensei: limites! Vamo pesquisar outra. Em 2º lugar mais barato apareceu a Aer Lingus, uma empresa irlandesa, e os aviões pareciam com os domésticos do Brasil. Eu pensei: ótimo, vai ser ela mesma. Acordamos muito cedo e fomos pro aeroporto de Cork, e o susto que eu levei foi quando eu descobri, já caminhando em direção ao avião, que era o mesmo modelo da Flybe, com a turbina de fora! SOCORRO! Mas não tinha jeito, já tava tudo pago, então eu pensei: esse negócio voa todo dia, e tá todo mundo tranquilo aqui. Vamo nessa! Pra minha surpresa, mesmo estando sentada do lado da turbina e o avião ser bem pequeno (só 72 passageiros), o voo foi um dos mais tranquilos que peguei na minha viagem toda. Aterrissamos em Edimburgo e estava chuviscando um pouco. Mas pelo menos não tava frio igual a Cork. Um passeio do aeroporto até o hotel e eu já vi que essa cidade ia entrar no meu top 5. 














Minha preocupação com hotel sempre é que seja uma boa localização. Eu já tinha pesquisado até as distâncias do hotel pros pontos turísticos, e vai aqui uma dica: faça um mapa no Google maps! Eu amei fazer isso, porque ele te diz o melhor caminho, se precisar de transporte, ele mostra qual pegar, o horário que passa, enfim. Foi fundamental pra essa viagem! Eu vou indicar aqui o hotel que eu fiquei porque ele realmente é muito bom e bem localizado. Não pegamos transporte nenhum dia em Edimburgo. Foi o Cairn Hotel, e minha única observação é que, assim como em Frankfurt, o hotel não tinha ar condicionado, já que eles passam a maior parte do ano no inverno. Então sobrevivemos com ventilador. Não era tão quente a ponto de que a gente morria de calor, mas meu pijama era de calça e manga comprida, então foi um pouquinho chato por isso.











Uma dica que eu dou é a seguinte: procure chegar na cidade perto do horário do check-in. Nesse hotel demos sorte porque nos deixaram guardar as mochilas lá, mas vocês vão ver um trabalhinho que eu tive com essas mochilas no restante da viagem. Como estávamos com fome, fomos tomar café. Decidimos começar a visita pelos lugares perto pra quando desse o horário do check-in a gente poder voltar pro hotel e fazer. Então, no nosso primeiro dia, os pontos turísticos foram:

1. Scott Monument
Nós sempre passávamos pelo Scott Monument, porque ele ficava perto do hotel e era caminho para todos os outros lugares. Fazendo o caminho pra lá, já nos deparamos com um tocador de gaita de foles, vestido com a tradicional kilt (a saia quadriculada). Eu já fiquei emocionada, principalmente porque ele tava tocando Amazing grace!
O monumento
A estátua do Sir Walter Scott














Bem, o Scott Monument é uma construção de estilo gótico em homenagem ao escritor escocês Sir Walter Scott. Seus 61 metros de altura fazem dele o maior monumento já criado em homenagem a um escritor. A escultura de fato fica um pouco distante e difícil de tirar foto, principalmente porque qualquer muro em Edimburgo fica coberto de propagandas de peças teatrais e apresentações. Dá pra subir até a cúspide do monumento, feita através de 287 degraus divididos em quatro níveis, nos quais você pode parar para dar uma olhada. A gente escolheu não subir porque, além de custar 9 libras, acreditamos que conseguiríamos outras vistas melhores da cidade.

2. John Knox Museum
O próximo ponto era o que eu mais queria conhecer em Edimburgo, a casa do reformador, fundador da minha igreja Presbiteriana, John Knox. Quando chegamos achamos um pouco confuso, porque a casa dele fica no mesmo espaço do Centro de História da Escócia. Mas uma funcionária nos explicou como era o tour da casa dele, e depois de pagar £5,50, pudemos conhecer a casa em que supostamente (pois é, nem se tem certeza disso) Knox morou. Não tem guia, mas eles entregam um folder e você pode ir acompanhando as locações lendo as informações e as histórias. Sim, só tem em inglês. Eu amei saber um pouco mais da história desse reformador, mas fiquei triste porque acho q mesmo depois de tudo o que ele fez pela Escócia (ele é responsável por uma melhoria na educação e economia do país, além da reforma religiosa), ele não é tão valorizado como deveria.
A frente da casa
Sim, eu sou tiete













Vitrais lindos

A sala onde JK fazia seus estudos














Ali por toda a High Street, estava acontecendo o Edinburgh Festival Fringe, um festival de “artes” que acontece todo ano. Eu coloquei entre aspas porque a maioria das coisas que eu vi ali não foi arte. Tinha muita, muita gente, mas a maioria tava distribuindo panfleto para festas, outras pessoas estavam vestidas de personagens, outras deitadas de maiô no meio da rua, não sei pra quê e outras fazendo umas acrobacias que nas sinaleiras do Brasil você vê melhores. Enfim, esse mundo de gente só atrapalhou um pouco minha foto na estátua em homenagem a Adam Smith, um economista que eu estudei no 1º semestre de Administração, e que nasceu lá em Edimburgo. Sua estátua fica praticamente em frente ao próximo ponto turístico.
Fringe
Adam Smith














3. St Giles’ Cathedral
Ela é uma catedral da Igreja da Escócia dedicada a Santo Egídio, santo padroeiro da cidade. Em funcionamento por mais de 900 anos, ela é considerada a Igreja Matriz do Presbiterianismo. John Knox foi seu primeiro pastor protestante, e na nave central pode-se ver uma estátua dele.
A igreja é maravilhosa! Uma construção grandiosa e cheia de detalhes. É impressionante sua preservação por quase 1 milênio! Não paga pra entrar, mas eu me surpreendi quando um senhor veio atrás de mim perguntar se eu tinha a permissão pra tirar foto! Sim, precisa pagar 2 libras pra fotografar.

St. Giles Cathedral
E esse órgão maravilhoso













Detalhes
Estátua do John Knox












Vitrais
O púlpito



Maravilhosa

Depois de visitar esses lugares, voltamos pro hotel pra finalmente fazer o check-in e descansar um pouco. O bom de viajar pra Europa no verão é que o dia dura muitas horas, e quando acordamos quase às 18h ainda estava tudo claro e podíamos passear mais. E o próximo ponto ficava bem pertinho do nosso hotel.

4. Calton Hill
A colina mais famosa de Edimburgo nos exigiu um pequeno esforço pra subir, bem pequeno mesmo... mas a vista da cidade é maravilhosa! Além disso, 3 monumentos chamam a atenção lá em cima:
Subindo Calton Hill

Vista de Edimburgo
Vista do Holyrood Park, a partir de Calton Hill












1. Nelson Monument
Uma torre comemorativa em homenagem ao vice-almirante Horatio Nelson construído entre 1807 e 1815 para comemorar a vitória de Nelson sobre as frotas francesa e espanhola na Batalha de Trafalgar em 1805, e sua própria morte na mesma batalha.

2. National Monument
Criado para homenagear os falecidos nas Guerras Napoleônicas, mas que nunca foi finalizado por falta de fundos. Embora o ambicioso projeto tenha apenas 12 colunas, é possível perceber nele um ar grandioso ao estilo do Partenon de Atenas. Embora a princípio os cidadãos tenham dado a ele o nome de “a vergonha de Edimburgo”, hoje em dia se tornaram ruínas muito apreciadas.

3. Dugald Stewart Monument
Dugald Stewart foi um filósofo escocês e um dos grandes divulgadores e sistematizadores dos grandes pensadores do Iluminismo Escocês, como Adam Smith.
Dugald Stewart Monument


O monumento e a vista de Edimburgo












Meu primeiro dia na Escócia já me fez amar essa cidade. Uma última dica nesse post: compre um adaptador de tomada. A tomada do Reino Unido (e Irlanda) é bastante ridícula, e esse adaptador é muito necessário!

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